Em seminário, Magalhães defende reforma política para combater corrupção no Brasil

Roberto Magalhães participa de palestra em Brasília.
O deputado federal Roberto Magalhães (DEM/PE) participou nesta quarta-feira (7) do seminário “Corrupção e Controle Democrático”, no Manhattan Plaza Hotel, em Brasília. O parlamentar dividiu a mesa “Corrupção e sociedade civil”, com o professor da UFMG, Juarez Guimarães, e com o representante do Fórum Social Mundial, Francisco Whitaker. Magalhães falou sobre a corrupção na sociedade brasileira e enfatizou que, na área pública, o problema será resolvido no momento em que o sistema eleitoral brasileiro sofrer uma reforma ampla.
– O Democratas, o PSDB e o Partido dos Trabalhadores registraram as maiores votações dentro de seus quadros por uma reforma político-eleitoral na legislação passada, que fosse atacar na causa primeira dessa corrupção que está aí. Não que fosse acabar com tudo, mas ia melhorar a situação para mostrar dignidade ao País – recorda o deputado.
Para o parlamentar, a corrupção no Estado tem início nas eleições. “O processo eleitoral é o ponto inicial de toda essa corrupção nos poderes públicos e também na sociedade civil”, avalia. Magalhães lembrou que, no início da atual gestão federal, as mesmas legendas tentaram uma nova investida pela reforma política.
– Houve uma segunda proposta semelhante àquela anterior com os mesmos partidos. Em ambos os casos fomos derrotados. Mas não fomos derrotados por partidos, fomos vencidos por uma maioria que não quer o financiamento público de campanha para não acabar com a influência do pagamento de propinas pelas empreiteiras e empresas. Além do mais, os deputados rejeitaram a proposta uma vez que a lista fechada tiraria deles o controle total de suas candidaturas – reflete Magalhães.
A proposta de emenda de sua autoria também foi discutida durante a mesa redonda. O deputado Roberto Magalhães disse que o seu projeto, inspirado no modelo eleitoral alemão, pode ser adotado no futuro, trazendo ganhos para a sociedade. “Se adotarmos o modelo que propus, com um voto majoritário para o candidato do distrito do eleitor e outro para o candidato apresentado pelos partidos em uma lista fechada, haverá uma dificuldade muito grande para haver corrupção”, revela o parlamentar.
Embora tenha confiança de que um modelo semelhante ao proposto por ele seja um dia aprovado na Câmara dos Deputados, Magalhães admitiu que o combate à corrupção será difícil em razão de suas ramificações na sociedade. “Não é só o poder político que corrompe; e o poder do dinheiro?”, provocou a platéia.
O evento foi promovido pela Fundação Konrad Adenauer (KAS) e pela Universidade Federal de Minas Gerais, com o apoio da Fundação Ford.





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