Folha de Pernambuco – Coluna Fogo Cruzado
É preferível o desfalque o risco da derrota
Há gente no DEM que ainda duvida da afirmação feita pelo deputado Roberto Magalhães de que vai pendurar as chuteiras em 2010 quando chegar ao fim seu atual mandato. Entretanto, a decisão já está tomada e ele não admite volta atrás.
Acha que já cumpriu o seu papel na vida pública e que é chegada a hora da aposentadoria para dar lugar a gente mais jovem. O partido ainda deverá pressioná-lo para disputar um novo mandato, porém sua decisão a esse respeito parece ser irreversível.
Para o partido, que tem poucas lideranças metropolitanas, o desfalque será grande. Pois, concorde-se ou não com as posições políticas do deputado Roberto Magalhães, não se pode jamais desconhecer que ele é um dos melhores homens públicos de Pernambuco e do Brasil. É culto, transparente, afirmativo e dono de grande espírito público, mercadoria escassa nos dias de hoje. Logo, sua aposentadoria será lamentada não apenas pelo DEM, mas pelo espectro partidário de modo geral.
É obrigação da cúpula respeitar a decisão dele, que já deu sua contribuição a Pernambuco como secretário de Educação, vice-governador, governador, deputado federal e prefeito do Recife. Afinal, tanto na política como na vida existe hora para as duas coisas: começar e parar. Ele escolheu o momento certo para fazer sua despedida, pois as campanhas para a Câmara Federal estão cada vez mais dispendiosas e ele correria o risco de não reeleger-se. Assim, é melhor o desfalque do que o risco do insucesso.





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