Lula também será passado
É inacreditável que jornais, revistas e televisões tratem diariamente do governo Lula, vez ou outra do governo FHC, e silenciem inteiramente sobre os governos passados. Isso me parece uma injustiça com os muitos presidentes da República que precederam esses dois dirigentes, sobretudo Lula, que é apresentado como fundador do País pela publicidade oficial do governo. É como se o Brasil não tivesse existido antes de 2003.
Diante disso, quero lembrar, principalmente aos mais jovens, que Getúlio Vargas comandou uma revolução vitoriosa em 1930. Verdadeiro reformador social, Vargas deu início e consolidou a transformação do Brasil, lançando as bases de um País industrializado, com a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em 1941, pioneira na produção de aço plano no País.
É importante também recordar que o presidente Juscelino Kubitschek não fez apenas Brasília. Na verdade, foi um governo de extraordinário trabalho no campo da industrialização nacional, a começar pelo setor automobilístico. Antes de JK, o Brasil não fabricava um só automóvel que se pudesse chamar de brasileiro e, hoje, a verdade é que as subsidiárias brasileiras, em alguns casos, gozam de situação financeira melhor que suas matrizes.
Vale lembrar que outras grandes obras realizadas em diferentes governos contribuíram para estabelecer uma verdadeira revolução no Brasil. A Petrobras, por exemplo, não é obra do governo Lula, mas sim de Getúlio Vargas, e o grandioso sistema energético de Itaipu foi construído no governo Geisel.
Diante do constante endeusamento do poder presente e da bajulação dos governantes em pauta, faz-se necessário resgatar, defender e propagar a história do Brasil com a fidelidade que ela merece. É preciso, antes de tudo, respeitar o passado do País e cultuar aqueles brasileiros que tanto trabalharam quando chegaram à Presidência da República.





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fev 16, 2010 em 11:23
Roberto.Você é um político lúcido,inteligente e, acima de tudo,honesto.Um homem raro, na política brasileira.Você tem que mudar de ideia : o pernambucano não pode ficar orfão.